2011 – 2012

Acabooooooooooooooooou! <— Voz de Galvão Bueno.

Finalmente, 2011 se foi. Um ano difícil, conturbado e doloroso.

Foi em 2011 que me deparei com as maiores frustrações. Um ano de luta, sem grandes conquistas. Em 2011, fechei uma nova produção, com a banda Defenestrantes, mas ela ficou para 2012. No banco, frustrações acumuladas que me desencadearam um quadro de depressão, já relatado anteriormente aqui, que também me trouxe dificuldades no âmbito acadêmico. Na família, me deparei pela primeira vez com a morte, perdi meu amado avô, um exemplo de vida, uma das pessoas mais íntegras e corretas que já pisaram nesse mundo. Ou seja: foi difícil.

Pessoalmente, fiz 30 anos. E isso, embora pareça apenas um número, também tem suas dificuldades. Fazer 30 anos te faz repensar a vida, ponderar erros e acertos e te deixa com a (falsa) impressão de que a vida é mais curta do que de fato é. Isso tem dois aspectos: o negativo, que te deprime um pouco pelo tempo, que poderia ter sido melhor aproveitado até ali, e o positivo, que exatamente por isso te injeta um gás novo para viver e constuir coisas novas.

No entanto, aconteceram algumas coisas que me fazem lembrar o ano de 2011 com certa alegria (pouca): finalmente, após 13 anos como músico, conquistei um instrumento top de linha, e hoje sou proprietário de um baixo Fender Reggie Hamilton, a coisa mais legal do mundo em matéria de contrabaixo. Não é, mas eu prefiro dizer que é, porque o som daquela maravilha é simplesmente fantástico. Também em 2011 engatilhei duas bandas que, assim como a produção da Defenestrantes, ficaram pro começo de 2012. 2011 foi, ainda, o ano da produção textual: nunca escrevi tanto quanto em 2011. Isso foi, certamente, um dos motivos de 2011 ter sido o ano da consolidação do Poa Show, que completou 2 anos e 245 shows resenhados.

Enfim, lembro de 2011 como um ano de muitas dificuldades, uma trabalheira monstruosa e muito suor. Dizem que isso constrói grandes realizações, mas isso só saberemos em 2012.

Se 2011 foi assim, difícil e tosco, 2012 promete mais do que os demais anos: a produção da Defenestrantes começa em janeiro, bem como os ensaios com essas duas bandas (uma delas, com meu irmão Murilo Bittencourt, grande amigo e meu guitarrista preferido), a perspectiva da formatura na faculdade de Gestão de Recursos Humanos em Julho e a meta de cursar Audio Básico e Técnicas de Gravação no IGAP. Planos também no âmbito jornalístico, que além do Poa Show pode incluir uma coluna em uma revista bastante conhecida aqui no RS (nada confirmado, se realmente rolar, vocês saberão por aqui).  Enfim, 2012 parece ser um ano de expansão de tudo que é legal.

Morra, 2011.

2012, chegou a nossa hora! C’mon Baby!!!

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2 responses to this post.

  1. Bonito texto,Marcel. E consistente. E sensível. E bem escrito.
    Que 2012 corresponda aos teus desejos e expectativas.

    Responder

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