Música e Reações

“A música que provoca o “amo ou odeio” será sucesso. Música que provoca reações brandas não serve pra nada.”

A contundente afirmação acima é de autoria de Rick Bonadio, postada em seu Twitter sob a forma de “Producer Trick” (Truque/Dica para Produtor). As “Producer Tricks” são algo já tradicional no Twitter do Bonadio e trazem informações muitas vezes preciosas, algumas vezes tenebrosas e, poucas vezes, misteriosas. Como é o caso dessa.

Quem me conhece, ou mesmo só me conhece através da internet através do meu trabalho como jornalista ou deste blog sabe que o que mais faço é dar opinião. O problema está exatamente aí: não tenho opinião formada sobre a sentença acima.

Eu acho complicado generalizar dessa forma, dizendo que só o  que provoca reações extremas é que presta. Ok, é típico do Rick fazer esse tipo de afirmação, mas é algo que, mais uma vez, não concordo. Gosto de diversas bandas que não amo nem odeio. Posso citar 15 aqui, só de momento, em diversos estilos: Garbage, Smashing Pumpkins, Plebe Rude, Capital Inicial, Café Tacuba, Bajofondo, Lulu Santos, Maria Rita, Sonic Youth e Weezer, Travis, Placebo, Gammaray, Angra e Lady Gaga. Simples assim. Acho bacana. Ponto.

Ao mesmo tempo, eu passo muito mais tempo pensando nos artistas que me causam reações extremas, seja positiva (Beatles, Hellacopters, Danko Jones, AC/DC, KISS, Motorhead…) ou negativamente (A maioria do “Rock” Nacional dos últimos 10 anos). Isso não deixa de ser uma forma de sucesso: permanecer na pauta, fazer parte dos pensamentos, conversas e blogs das pessoas. Dificilmente eu escreveria um texto sobre o Travis. Mas sobre bandinhas coloridas já escrevi alguns.

Por fim, a banda que não me desperta NENHUMA reação, nem um mínimo de simpatia ou de desprezo, a banda que está exatamente em cima da linha que divide o que é bom do que é ruim na minha opinião, quebraria totalmente a teoria que abre este post. Falo do U2.

No que diz respeito a mim, uma das maiores bandas do mundo é exatamente “música que provoca reações brandas”.

E, em um ponto tenho que concordar: PARA MIM (e só para mim) não serve para nada.

Enfim, Rick Bonadio conseguiu me confundir em menos de 140 caracteres.

Agora, se a consideração for a respeito de qualidade, eu concordarei. Porque o que é MUITO BOM, vende. Já o que é MUITO RUIM, vende ainda mais.

Vende até roupa, inclusive…

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One response to this post.

  1. Isso quando se fala de mainstream, né? É que modismo é inspirado pela polêmica.
    Travis por exemplo tá aí, a despeito da pouca divulgação que a MTV tem dado. Eu gosto, por sinal.
    As vezes a gente quer escutar um som sem pensar como se estivesse em cima do palco (tá, poucas vezes). Enfim…

    Também não vejo graça no U2. Uma vez proferi um pensamento muito profundo, inspirado por um cara chamado Jose Cuervo:

    “U2 só serve pra não ser ruim…”.

    Responder

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