Conflitos de Gerações e a Decadência na Música

Domingo tive a oportunidade de conferir um show da fenômeno teen da vez: o Restart.

Os coloridos meninos paulistas tocaram em Porto Alegre pra um público de mais de duas mil pessoas.

No entanto, não estou aqui pra falar do show, e sim do público.

Se você pensa que no show do Restart só vai encontrar pré-adolescentes multicoloridos, está enganado. Tem também as crianças e os pais que foram levar as crianças.

As músicas dos caras, simples, alegres e de uma inocência que beira o lúdico, são entoadas como um cântico de louvor pelo público presente.

Choro. Gritos. Desespero. Gente que nem completou o colégio pedido Pe Lanza em casamento.

Eu me assustei.

Pensei “eu não era tosco assim com 13 anos”.

E esse pensamento tem povoado minha mente.

Eu era tosco assim?

Ou era menos tosco?

Ou era mais?

(nossa, que Cleber Machado isso!)

Continuando… É assustador esse panorama de que as gerações estão ficando mais burras. Postarei aqui ainda minha teoria de que o Google e a Internet estão criando uma geração de imbecis. Antigamente tínhamos acesso a informação de maneira mais sólida. Nossa fonte de informação eram os livros. Era necessário pesquisar, ler e reler. Hoje não. Basta “dar um google” e plim. Está ali. 30 segundos e passa pra outra página.

Esse emburrecimento se reflete, na minha opinião, também na música.Era necessário guardar dinheiro, comprar um disco, degusta-lo como uma obra. Hoje não. Play, ouve até a metade e plim, outra.

Nos anos 60 havia o Bob Dylan com letras quilométricas e extremamente bem estruturadas. Nos 70 veio a agressividade do Punk, o surgimento de grandes bandas como Black Sabbath, Led Zeppelin e Deep Purple, além da complexidade artística do Rock Progressivo (não por coincidência chamado também Art Rock). Nos 80 até o Pop evoluiu, dando a Madonna e Michael Jackson status de Superstars. Ainda nesta década, o glamour e os excessos foram levados ao extremo pelo Hard Rock. Nos 90 a simplicidade voltou ao Rock com o Grunge. Kurt Cobain morreu e…

E?

Veio Backstreet Boys, Spice Girls, Linkin’ Park, Limp Bizkit, Cristina Aguilera, 50 Cent, todas as bandas Emo e  todas as bandas coloridas. Aqui tivemos nossas maravilhas É o Tchan, Harmonia do Samba, Latino, Funk Carioca, todas as bandas Emo,  todas as bandas coloridas E O REBOLATION.

A coisa degingolou de uma forma que olho pro começo da lista e acho Backstreet Boys uma coisa legalzinha até.

Curiosamente a morte de Cobain coincide com a popularização da Internet. Essa coincidência, somado ao fator histórico de que a geração atual sempre decepciona a anterior foi responsável pelo surgimento dessa geração multicolor sem sexualidade definida.

Não existe mais Arte. O que existe é o superficial, colorido e facil de consumir. Uma espécie de McDonnalds sonoro.

Por que falei de música? Porque esse blog é meu muito da minha formação se deve ao Rock.

Se hoje eu tenho interesse por música, jornalismo, escrita, inglês, shows, história da música, política e produção musical muito devo ao Rock.

E essa música colorida, de uma pobreza de conteúdo incomensurável, está formando quem? As personalidades dessas crianças serão influenciadas pelo que?

O nome disso é curiosiade mórbida.

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3 responses to this post.

  1. Posted by Eliane Fronza on 1 de julho de 2010 at 23:57

    “Se hoje eu tenho interesse por música, jornalismo, escrita, inglês, shows, história da música, política e produção musical muito devo ao Rock.” eu deveria ter registrado isso no meu nome, hahaha, idem pra todas essas categorias.

    Mas outra (sou cri cri, não elogio sempre) não concordo que o “Google e a Internet estão criando uma geração de imbecis”. Muito pelo contrário. Ambos nos dão a possibilidade de descobrir um mundo de coisas que nunca seria possível, além de fazer coisas que não seriam possíveis. O que acontece é que muita informação por aí conflita com algo que não fomos acostumados a exercer numa cultura read only, os filtros. Nessa nossa cultura de remix e de muita coisa disponível, nosso cérebro não tem um servidor eficiente para organizar informações em categorias e permitir uma recuperação de informações eficiente.

    Eu sempre serei uma grande defensora da cultura digital. O problema são as pessoas, idiotas existem off e online.

    Abraços!

    Responder

  2. Concordo com você! A música esta se tornando muito mais um produto, do que uma Obra….Sou fã dos Backstreet Boys e continuo guardando dinheiro para comprar o CD, pois sei que um trabalho é para ser visto, letra por letra.

    Admiro cada artista “novo” que conheço dos anos passados, e fico cada vez mais certa de que a música atual perdeu a linha do bom senso e da qualidade, salvo algumas exceções!

    Mas eu continuo mantendo vivas essas canções, porque essas são como já dizia o cantor do Poison: “É a música que vem do coração, se você vai gostar ou não, a história é outra”….E eu gosto haha

    ROCK LIVES

    Responder

  3. Posted by Jonas on 30 de junho de 2010 at 21:44

    E tem coisa ainda pior…….

    http://ego.globo.com/Gente/Noticias/0,,MUL1602856-9798,00-NAIA+DA+PINTA+COMO+DJ+EM+SAO+PAULO+E+DR+MARCELO+APROVA.html

    Responder

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