The Datsuns

Certa vez fui a um show do Black Drawing Chawks e o Victor (vocalista e guitarrista da banda) me indicou uma banda de rock: The Datsuns.

Formada na Nova Zelândia em 2000, o quarteto da cidade de Cambridge faz um Rock and Roll ligado em 220 mil volts. Uma das minhas bandas preferidas em atividade por sua postura e energia tanto nas gravações quanto no palco.

Como eu sou um cara de bom coração, compartilho com vocês aqui um show completo, de 2008. Destaque para o batera e sua camiseta do Hellacopters, aquela que os leitores do Era o Que Tinha já sabem que é a melhor banda do mundo.

Enjoy!

 
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Temporada de Greves

Estou em greve.

Aliás, muita gente está. Eu pensei bastante para escrever um texto sobre essa luta tão arriscada e corajosa que é fazer uma greve (e aqui me refiro a qualquer greve, não apenas dos bancários). No entanto, sei reconhecer quando alguém é muito mais genial que eu em algum aspecto e, por isso, apenas posto aqui a coluna do Juremir Machado no Correio do Povo desta sexta-feira.

Concordo em gênero, número e grau.

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Temporada de greves

Tem muita gente em greve. Todos com razão. Ninguém faz greve por amor a criar problemas para os outros, ainda que alguns mereçam. As greves surgem, como se diz no jargão das lutas, de necessidades imperiosas. Veja-se o caso da greve dos bancários. É mais do que justa. Só alguém muito reacionário pode condenar a greve dos bancários. Os ganhos dos bancos no Brasil são indecentes, obscenos, pornográficos. Banco é o melhor negócio do mundo. Todo mundo precisa ter uma conta bancária. Tudo passa pelos bancos. Os serviços são os mesmos em todos eles. Os bancos privados adoram se gabar das suas qualidades e fazer de conta que são mais ágeis, eficazes e modernos do que os públicos. É balela. Os caixas eletrônicos do Banco do Brasil são melhores, com interfaces mais amigáveis do que os de todos os bancos privados brasileiros. Banco do Brasil dá mais do que chuchu na cerca. Tem em toda esquina. Só dá o amarelão.

Banco no Brasil ganha muito e paga pouco. Os bancários pedem 5% de aumento real. Os patrões oferecem 0,56%. Por que tanto? Será que não vai faltar para esses pobres banqueiros pressionados por bancários sedentos de dinheiro? Que latinha a desses leitões que passam a vida mamando deitados! O lucro dos bancos cresceu 20,11% no primeiro semestre deste ano, um avanço de R$ 4,3 bilhões em relação ao mesmo período de 2010. É mole? Pois eles não querem dividir o bolo. A vida de banqueiro é dura. Tem de sustentar mansões, coleções de arte, intermináveis viagens luxuosas, familiares ociosos, serviçais de todo tipo, fusões estratosféricas, patrocínios a obras culturais que não decolam e ainda viver sob a terrível tensão das altas frequentes e das raras baixas da taxa Selic. Dá pena. Um sufoco. Um pesadelo. Coitados. Um inferno na Terra. Deve ser por isso que eles são aliviados de certos impostos. Ou não sobreviveriam.

Em 2011, o Itaú já faturou R$ 7,1 bilhões, e o Santander, R$ 4,1 bilhões. Realmente fica difícil, com lucros tão modestos, pensar em transferir uma fatia do bolinho para os empregados. Os impiedosos bancários, além de tudo, querem aumento no vale-refeição. Esse pessoal só pensa em comer. Será que esses banqueiros não sabiam de tudo isso quando escolheram essa atividade insana? Se estão insatisfeitos com tantas reclamações e greves, como parece, por que não mudam de profissão? Será que ficam só por causa desses míseros bilhões faturados no mole a cada ano? É quase impossível ver uma greve injusta. A dos Correios, por exemplo, tem toda razão de ser. As manifestações de brigadianos, no Rio Grande do Sul, exprimem reivindicações justíssimas. Se os professores da rede estadual entrarem em greve, em busca do pagamento do piso fixado por lei nacional, estarão cobertos de razão.

Só tem um jeito de evitar os problemas criados por tantas greves: pagar melhor. Sabe-se que é muito difícil para um banqueiro separar-se do seu rico dinheirinho obtido com tanto sacrifício pessoal, mas não tem jeito, terão de cumprir essa meta. Com esforço e treinamento, eles conseguirão. É só uma questão de empenho e missão.

Respeito e Admiração pelo Fresno

Eu respeito muito o Fresno.

Tenho a maior admiração por aqueles caras. Não porque são uma das maiores bandas de Rock do Brasil, mas pela forma como conquistaram esse status.

Eu não conheço nenhum dos caras da banda. Nenhum deles é meu amigo ou sabe sequer meu nome. Portanto, não há nenhum fiapo de protecionismo ou nenhum tipo de camaradagem no que escrevo nestas linhas.

O Fresno existe há mais de 10 anos. Começou fazendo história no underground. Lançou seu primeiro disco na Croco (extinta casa de shows de Porto Alegre) tocando para pouco mais de 100 pessoas (131, se não me falha a memória). Conquistaram espaço através de seus shows e do boca-a-boca dos fãs, que levaram essa propaganda para a internet e fizeram do Fresno o primeiro grande sucesso do TramaVirtual. Ocupavam, com frequencia, a maioria das 10 posições entre as músicas mais ouvidas/baixadas através do portal.

Com tanto falatório em torno da banda, logo chamaram a atenção de uma grande gravadora e de lá nunca mais sairam, o que é merecido diante da trajetória que traçaram.

Agora, realmente me incomoda quando chamam os caras de “uma bandinha fabricada”. Eu sei que o Fresno já tocou em Esteio, em uma galeria, para cerca de 30 pessoas e que muitas das outras apresentações também foram para públicos reduzidos. Mas a banda não se intimidou e, principalmente, não desistiu.

Hoje, por uma coincidência, me deparei com um vídeo de uma entrevista do Tavares, baixista do Fresno. E essa entrevista só serviu para aumentar ainda mais o respeito e a admiração que eu já nutria pela banda.

Eu não tenho o hábito de ouvir Fresno (apesar de achar o “Revanche” um álbum muito bom), mas acho que o camarada tem que ser muito xiita e sectário para não gostar desses caras.

Mesmo que secretamente.

I Am An Artist

Led Zeppelin – Show de Reunião no O2 Arena – Londres

Nasci em 1981, quando o Led já havia acabado.

Desde então poucas foram as oportunidades de ver a banda reunida. Uma delas foi em 2007 no O2 Arena em Londres, a qual não tive o prazer de assistir.

Mas aqui tem um videozinho/bootlegzinho bem maroto com o show completo:

Não precisa agradecer! ;)

LULU: A inusitada parceria entre Metallica e Lou Reed

Esperei um tanto para escrever sobre a inusitada parceria entre Metallica e Lou Reed.

Bom, finalmente saiu, após dois teasers, o primeiro single completo e sobre ele tenho apenas uma consideração: Tem alguma coisa muito ruim ali e não é o Metallica.

Eu avisei que ele já tinha feito estrago semelhante compondo o material de “Music From the Elder” em parceria com o KISS.

Tempo

Simplesmente genial.

Quando as Próprias Bandas São o Problema

Tá ruim pra todo mundo, não tá fácil pra ninguém…

O chavão se aplica perfeitamente aos dias atuais quando o assunto é música, principalmente no que se refere àquilo que foi, um dia, uma das indústrias que mais movimentava dinheiro no mundo. Tudo minguou, não existem mais listas de novos artistas em cada uma das majors, nem tampouco orçamentos polpudos para gravação, produção e divulgação de um álbum. As poucas bandas que mantem um status semelhante são, em sua maioria, artistas com décadas de carreira, aqueles que por oferecer como garantia sua trajetória longa, sólida e bem sucedida, justificam um investimento um pouco maior da organização.

O mercado mudou, e isso é óbvio. A internet democratizou, também é uma frase batida. No entanto, há alguns aspectos que as bandas independentes (independentes só no nome, pois são as que mais dependem) ainda não se permitiram ou tiveram coragem de encarar.

Primeiramente, a democracia da internet é extremamente relativa. Todos tem chances iguais, ok. Mas todos tem UMA e APENAS UMA chance. São aqueles, quando muito, 60 segundos que farão a pessoa continuar ouvindo ou clicar no X e fechar a página na cara da banda. A solução para isso envolve muitas coisas, mas ter boas composições é o principal. Munida dessas boas canções, a banda precisa ensaiar com afinco e ter uma gravação excelente. Um bom estúdio com um bom engenheiro de som e um bom produtor musical deixaram de ser luxo. Passaram a ser item básico de sobrevivência no selvagem mercado (?) musical do século XXI. Infelizmente ainda existem bandas que pagam caro pelo que lhes parece mais barato. Caro é as pessoas não ouvirem o trabalho nunca mais. Isso é caro.

Também ainda não conseguimos nos livrar da cultura do Rockstar. Não existe a consciência de que, estatisticamente, a chance de uma banda brasileira atingir o estrelato é de 0,0000000002% ou menos. Existem mais de UM MILHÃO de bandas no Myspace. Faça as contas. Trabalho duro e talento vão aumentar suas chances, mas a sorte ainda tem um papel importante. O cara certo precisa ouvir o seu trabalho no momento certo e isso é bem difícil de acontecer. Portanto, escolha bem para quem mandar o seu som e não saia fazendo Spam em rede social. Dificilmente alguém vai ouvir.

Por último, e não menos importante: União e humildade.

Muitas bandas hoje acham que estão em um patamar superior porque tocaram meia dúzia de vezes no rádio ou porque conseguiram uma nota em um jornal de grande circulação. E DAÍ? O que adianta ter 2 milhões de leitores/espectadores e 23 pessoas no show? Não muito, não é mesmo?

Algumas cidades conseguem (e aí posso citar o exemplo do que acontece em Esteio) algo que retroalimenta a cena e produz frutos muito benéficos para a música local: bandas de diferentes estilos se conhecem, se apóiam, se divulgam e, principalmente, se respeitam. Formou-se a consciência de que todos juntos constroem mais do que cada um por sí e Deus por todos.

Hoje posso afirmar que existem dois patamares de banda: aquelas que se profissionalizaram, ou seja, vivem da sua música e conseguem rentabilizar sua arte a ponto de fazer dela profissão e aquelas que, por algum motivo, não conseguem isso. Como a imensa maioria das bandas do mundo está na segunda facção, não é errado afirmar que não existe justificativa para qualquer tipo de competição, rivalidade, ranço, arrogância, prepotência ou qualquer variável das palavras já citadas entre bandas que, acima de tudo, são pequenas, estão todos no mesmo patamar de banda pequena e, por isso, precisam de todo e qualquer apoio que puderem receber.

Estrelismo é para estrela, não para músico.

Enfim, a música é um caminho tortuoso, acidentado e longo. E para percorrê-lo, a gentileza abre mais portas que a arrogância. Existem diversos problemas que assolam a vida de quem faz, produz ou simplesmente lida com música no Brasil. Diversos deles são fatores sistêmicos, alheios à nossa vontade. Agora, terrível mesmo é quando as próprias bandas são o problema.

Cabe a nós, e somente a nós, a reflexão e o empenho para consertar isso.

Frases Sábias do Universo #31

“Só existem dois motivos para que alguém se preocupe com você: ou ela te ama muito ou você tem alguma coisa que a interessa.” Captain Jack Sparrow

05 Últimos Gritos da Moda em Porto Alegre

Observando as coisas ao meu redor e consultando a fonte de informação mais confiável e fidedígna de todas – o Twitter – constatei que de poucos meses para cá algumas coisas se tornaram moda em Porto Alegre. Se você não faz pelo menos duas dessas coisas, você está por fora.

1 – Falar mal de Porto Alegre

Tudo bem, todos concordamos que Porto Alegre não é nenhuma Estocolmo. A cidade tem suas deficiências, sejam elas culturais, sociais ou de infra-estrutura. Tudo bem também que temos motoristas que não sabem estacionar e o maior número de hypes por metro quadrado do Brasil, agora… pra ruim também não serve. Pense que você poderia estar em outras capitais piores, reclamando mais e com uma trilha sonora muito pior.

Vantagem: Te faz parecer uma pessoa viajada, inteligente, culta e cosmopolita.

Desvantagem: Na verdade te faz parecer uma pessoa que acha a grama do vizinho mais verde.

2 – Dizer que não gosta de falar ao telefone

Essa é bastante utilizada no Twitter. Pessoas ficam dizendo que não gostam de falar ao telefone e, em casos mais extremos, dizem inclusive que “tá tocando, mas não vou atender”. O conselho para essas pessoas é bem simples: NÃO TENHA TELEFONE. Pronto. Resolvido o problema. Dá de presente pra vó.

Vantagem: Te faz parecer muito ocupado, solicitado e workaholic.

Desvantagem: Te faz parecer um blasé arrogante e chato.

3 – “Ser Fotógrafo”

Aspas bem grandes aqui. Hoje em Porto Alegre é assim: sujeito quer virar pop ou frequentar locais sem pagar. Pense um pouco e resolve comprar uma câmera fotográfica e assumir a função de Fotógrafo Profissional. Acha que ser fotógrafo é apertar um botão. Não tem noção de enquadramento, não sabe o que significa termo técnico algum, não tem nem ao menos um pingo de bom gosto, mas tem dinheiro suficiente para comprar a câmera top da Nikon ou da Canon. Resultado: fotos tenebrosas espalhadas pela internet porto-alegrense.

Vantagem: Te proporciona entrar de graça em alguns eventos.

Desvantagem: Com as fotos de merda, o benefício da entradas free dura 2 semanas. Quando muito.

4 – Gostar de Ultimate Fighting

Adoro essa. Até seis meses atrás o Vale-Tudo era uma atrocidade, uma violência gratuita e um esporte horrível. DE UMA HORA PARA OUTRA NESSE MUNICÍPIO se você gosta de UFC você é cool. Para os homens é um atestado de macho e para as meninas uma carteirinha de garota descolada e muderrrrrrrna. Ganha mais pontos se disser que pagaria dois mil reais para assistir o UFC.

Vantagem: Tem?

Desvantagem: A pessoa em questão poderia estar fazendo algo melhor, como olhar pro próprio pé.

5 – Gostar de Foo Fighters

Bom, isso não é moda, é justiça sendo feita ao trabalho genial dos caras. Engrosso a estatística do hypismo ao Foo Fighters.

Vantagem: WASTING LIGHT

Desvantagem: Não existe desvantagem em ouvir Wasting Light.

Bom, com hype ou sem, com modismos ou não, com Rock de verdade e Rock de mentirinha que pensa que está em Londres, eu simplesmente adoro Porto Alegre.

Como se diz por aqui, que cidade afudê!

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